Vereadores presos durante a operação ‘Natal Luz’Foto: News Paraíba

Onze vereadores são presos suspeitos de desviar dinheiro público em Santa Rita, na Paraíba








Onze vereadores de Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa, e um contador da Câmara Municipal foram detidos na madrugada desta terça-feira (5) na Operação Natal Luz, que investiga uso de dinheiro público em benefício próprio. Eles são suspeitos de terem forjado um congresso na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul.

As investigações são do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). São alvos: Anesio Alves de Miranda Filho (presidente da Câmara); os vereadores Brunno Inocencio da Nóbrega Silva, Carlos Antônio da Silva (conhecido como Galego do Boa Vista), Francisco de Medeiros Silva (conhecido como Cícero Medeiros), Diocélio Ribeiro de Sousa, Francisco Morais de Queiroga, João Evangelista da Silva, Ivonete Virgínio de Barros, Marcos Farias de França, Sérgio Roberto do Nascimento, Roseli Diniz da Silva; e o contador da Câmara, Fábio Cosme.

De acordo com o delegado Allan Murilo Terruel, os investigados serão autuados em flagrante e responderão pelo crime de peculato. À imprensa, ele explicou que as autoridades desconfiaram dos vereadores quando eles programaram o curso com uma empresa de Sergipe. O que causou estranhamento e motivou as investigações foi o fato de que o evento não aconteceria nem na Paraíba, nem em Sergipe. Outro fato suspeito foi a ausência de divulgação do congresso.

“Temos um conjunto de elementos que apontam para o aproveitamento pessoal dessa viagem. A operação Natal Luz tem como objetivo formalizar o estudo sobre a possível prática de peculato. Ao longo do dia, iremos interrogar os suspeitos e quantificar o valor que foi retirado dos cofres públicos”, disse Allan Murilo Terruel.

Todos os detidos em flagrante devem passar por audiência de custódia.

Outro lado

Em entrevista a imprensa local, o presidente da Câmara de Santa Rita, Anésio Alves, negou que o congresso tenha sido forjado. Ele assegura que a programação de fato ocorreu. “Vamos provar o contraditório e apresentar ampla defesa. A motivação do delegado [para esta operação] não preenche os requisitos constitucionais, pois não ouviu o contraditório”, atacou. “Estamos aqui para prestar depoimento e esclarecer os fatos. Irei entregar ao delegado a relação de todos os congressos organizados pela Câmara de 2017 até hoje”, completou.


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